quinta-feira, 12 de março de 2009

Tomada de posição da APAR (Associação Portuguesa de Árbitros de Remo)

Caros Amigos,

Depois do Sr. Presidente em exercício da Federação Portuguesa de Remo ter obstruído, contra os Estatutos, e contra os procedimentos anteriores da própria FPR aquando da criação da ANAR e da ANTREMO, a admissão da Associação Portuguesa dos Árbitros de Remo como sócio extraordinário da Federação, a mesa da Assembleia Geral impediu a participação da mesma nas eleições dos corpos sociais, o que levou à impugnação judicial das mesmas por parte da APAR, como já todos devem ter conhecimento.

Apesar deste tratamento anti-regulamentar e revelador do desprezo pelos agentes do remo por parte dos órgãos sociais em exercício, os árbitros mantiveram-se totalmente disponíveis para continuarem a desempenhar as suas funções, enquanto aguardavam pela decisão do Tribunal, apenas exigindo, para o efeito, que o Presidente em exercício da FPR honrasse os compromissos assumidos, reembolsando desde logo os árbitros pelas despesas em que incorreram para arbitrar as provas da época anterior, e efectuando de aí em diante, o reembolso das despesas futuras num prazo máximo de 15 dias, como ele próprio tinha tomado a iniciativa de prometer numa reunião tida em Coimbra, já há mais de duas épocas.

Perante estes factos, seria de esperar, da parte do Presidente, e/ou da Direcção, em exercício da FPR uma tentativa de desbloquear a situação.Não o fizeram preferindo refugiar-se numa posição de sobranceria, arrogância e total desrespeito já não só pelos agentes do remo, como pelos seus Estatutos e Regulamentos, isto para não falarmos dos normativos legais.

Como tivemos oportunidade de constatar, a consequência disso foi a não realização dos Campeonatos Nacionais marcados para o passado fim-de-semana, em Montemor-o-Velho e os deploráveis incidentes que se verificaram.

Em primeiro lugar os árbitros portugueses querem deixar claro que é pelo Remo, designadamente pelos atletas e treinadores, que têm vindo a adoptar as atitudes que têm sido públicas. Acreditamos, que é no cumprimento de regulamentos, estatutos e orçamentos, com pagamentos atempados e funcionando de acordo com as demais regras da modalidade que está a chave da actividade do nosso desporto, bem como de outro qualquer.

Infelizmente, como temos visto reiterado na prática do dia a dia, o senhor Presidente em exercício da nossa Federação, pensa e faz exactamente o contrário, com atropelos continuados a todas as regras, códigos e princípios de ética que nos deviam reger.

Foi com mágoa que assistimos ao que se passou em Montemor-o-Velho no passado fim-se-semana.

Gostaríamos de ter contribuído para uma jornada de desenvolvimento da modalidade.

Gostaríamos de não ter assistido à forma como os clubes foram enxovalhados e destratados por parte do presidente em exercício, e do outro único membro da Direcção presente, da FPR quando defenderam a legalidade em que as provas se deveriam realizar.

Gostaríamos que não fosse a FPR a única Federação desportiva em que o Presidente em exercício manda chamar a GNR contra os atletas e treinadores da modalidade que deveria defender.

Contudo, uma vez mais isso não foi possível porque:
1- Apesar da APAR – Associação Portuguesa de Árbitros de Remo ter sido constituída oficialmente em Dezembro de 2008 o senhor Presidente em exercício da FPR contínua a agir com se ela não existisse. Isto apesar de no seu programa eleitoral ter definido como objectivo a criação da Associação de Árbitros e de os Estatutos da FPR o definirem como um dos objectivos da FPR;

2- Talvez por isso, o senhor Presidente em exercício, e apesar dos inúmeros ofícios da APAR que lhe foram endereçados, nunca em nenhuma ocasião contactou os árbitros no sentido de ultrapassar os problemas e repor a verdade desportiva. O silêncio e a utilização de “truques” têm sido o seu refúgio. É-lhe mais querido fazer tentativas anti-regulamentares, indo pedinchar árbitros a Federações estrangeiras, envergonhando o nosso País, do que resolver as questões com os árbitros portugueses

3- Contudo numa circular dirigida ao Remo, punha em dúvida a representatividade da APAR . Os árbitros portugueses deram-lhe a resposta, ontem. Das mais de duas dezenas de árbitros com habilitações suficientes para a prática, apenas um e em tempo parcial (certamente apenas porque faz parte da lista de corpos sociais do senhor Rascão Marques) esteve disponível para arbitrar naquelas Regatas que se realizaram em Montemor-o-Velho, com os poucos participantes que tiveram de alinhar e que como saberão não poderão ser consideradas Campeonatos Nacionais. Tem aí, Sr.Presidente em exercício a resposta à sua dúvida.

4- Ficou, ontem , a APAR , muito preocupada com o grande envolvimento de profissionais remunerados na realização daquelas regatas. O Remo é um desporto amador e todos sabemos que só tem condições de sobreviver em Portugal enquanto tal. Os árbitros de Remo não são excepção e como amadores a única coisa que recebem são as despesas comprovadamente efectuadas de deslocação ao local das Regatas e para o período da realização da Prova. Mesmo, assim, o senhor Presidente em exercício liquida essas despesas com muito atraso. Contudo, ontem, numa tentativa desesperada foram arrebanhados todos os assalariados da Federação Portuguesa de Remo, sem habilitações para tal mas que foram compelidos e naturalmente compreende-se, a exercerem o cargo de “árbitros de remo”. Ao que vimos, apenas o senhor Carlos Bispo (“juiz de embarque?”) de entre todos os elementos dos corpos sociais da Federação e dos Clubes portugueses estava a trabalhar na realização. Ou seja, o senhor Presidente em exercício, está tão abandonado nas suas posições ilegais que apenas consegue colaboração pagando e coagindo ao desempenho de funções para as quais não têm habilitações, aqueles a quem a FPR paga. Este facto é de alto risco para a modalidade. Para que se ateste da “dignidade” conferida por tais actos, juntamos as fotos dos 3 elementos que, sem estarem habilitados para tal, foram encarregues pelo senhor Rascão Marques de arbitrar as Provas.

5- As poucas provas realizadas não podem em circunstância alguma ser consideradas Campeonatos Nacionais, entre muitos motivos porque segundo o CRN de 2006 “Só podem ser nomeados os árbitros que sejam detentores de licença para o ano em curso”. Ainda segundo o CRN “Os juízes de largada, alinhadores, juízes árbitros, juiz responsável na chegada e o responsável da comissão de controlo devem ser titulares de licença de árbitro regional ou nacional.”

Como já afirmamos, estamos nós árbitros associados na APAR disponíveis para colaborar com qualquer organização de Regatas da Modalidade, como sempre estivemos. Contudo, em organizações da Direcção da Federação em exercício e sem que haja qualquer diligência diferente que reponha a legalidade por parte dos actuais detentores do poder, só podemos manter a nossa posição .

Pel’A APAR

O Presidente da Direcção
Vitor Sousa ( Engº)

O Presidente da Mesa da Assembleia Geral
Pedro Ramos

2 comentários:

Anónimo disse...

Concordo plenamente na atitude dos árbitros e digo desde já que é uma vergonha.

Duarte

Anónimo disse...

Respeito a atitude dos árbitos e sou desde já a favor destes, e contra o nosso adorável presidente da FPR .
O remo já não podia estar mal, com estes problemas ainda mancha mais a modalidade e afasta mais os adeptos e tudo o que se incere nele .
Esse senhor que teima em "mandar" no remo devia de se afastar, tomar consciencia que a maioria quer vê'lo a andar daqui para fora.
Espero que ele entenda memso o que anda a fazer .